O Festival Internacional Sesc de Circo acontece de 23 de maio a 1 de junho em 13 unidades do Sesc, mas sua programação começa agora!
A partir de hoje, o site do Festival será ocupado por uma série de conteúdos permanentes que descobrem junto com você as companhias e espetáculos.
Desafiamos a Galeria Experiência a apresentar a linha curatorial do festival dentro de outra obra artística e produzir web-documentários sobre 12 companhias nacionais e internacionais que fazem parte da programação e serão publicados no site durante os 10 dias de festival. Os vídeos abrem algumas cortinas sobre o processo de criação. Textos, fotos, notícias e postagens nas redes sociais desvendam os outros espetáculos e companhias durante o Festival.
Conversamos com Ligia Azevedo, uma das coordenadoras do Festival para entender um pouco mais sobre essa linha curatorial. Os principais trechos você confere a seguir.
EOnline: Por que o Sesc organiza um Festival Internacional de Circo?
Ligia Azevedo: O Sesc possui um trabalho consolidado e referendado em outras áreas das artes cênicas, como teatro e dança. Há quatro anos, a instituição vem intensificando suas atividades na área de Circo e lançando um olhar mais aprofundado para a linguagem. A intenção de fazer um festival de circo existe desde então e se concretizou no ano passado (2013), com a primeira edição do Circos.
O objetivo do festival é criar um espaço de difusão da produção nacional e internacional, e ainda promover a reflexão e construção de pensamento sobre a linguagem no país. Além disso, ampliar o olhar para a linguagem circense, sensibilizando público e artistas para outras possibilidades criativas e consequentemente ampliando o imaginário de circo relacionado a espetáculos de variedades dentro de uma lona.
EOnline: Como funcionou a curadoria da programação? E como isso conversa com a [Des] virtuose, já que esse é o tema do festival?
Ligia Azevedo: Seguindo a intenção de ampliar o olhar para circo, a linha curatorial desta edição visa trazer outras abordagens para a perfeição, precisão e virtuose que normalmente se associa a circo. Esse exercício de autorreferência sempre esteve presente no circo. Tradicionalmente, associado à figura do palhaço, que reproduzia de forma cômica os números que os demais artistas realizavam com exatidão e destreza. Atualmente, existe uma linha de trabalhos que faz isso de uma outra maneira: usando o erro como estética, trazendo à cena os bastidores do espetáculo, e explicitando os sentimentos dos artistas, por exemplo.
A escolha por esse tema foi feita em conjunto com uma equipe de técnicos de programação do Sesc que trabalham com a linguagem do circo. E, a partir daí, fomos em busca de trabalhos que dialogassem com ele.