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“Quando chegou a hora do espetáculo e explodiram diante de mim as cornetas, as luzes, os aplausos,  o rufar dos tambores, a gritaria estridente dos palhaços, sua irracionalidade desengonçada, bufa, era como se eu fosse desejado, como se me esperassem… Eu voltava todo dia ao circo, no tempo em que permaneceu armado perto de casa, assistindo aos ensaios e espetáculos.”

Fellini
Entrevista sobre Cinema.
Grazzini. Civilização Brasileira, 1983

A arte circense encerra uma das inúmeras possibilidades de o homem se expressar na sociedade e, com isso, lidar com as suas subjetividades. Mas há alguns elementos que lhe são peculiares, tal como a itinerância. Ao mesmo tempo, o campo polissêmico que percorre tal identificação é flexível a várias compreensões, já que o deslocamento prevê, quase sempre, de forma ambivalente, um movimento entre aproximação e distanciamento e, com isso, a transposição de fronteiras.

No circo, essa transitoriedade parece ser uma constante: tanto não se fixa a territórios físicos como percorre lugares do imaginário que possibilitam se deparar com a multiplicidade de aspectos que constitui a própria natureza humana. Solo pleno de invenções e surpresas que aproxima artistas e público há, no entanto, algo ainda pouco evidente, mas que pode chamar a atenção do espectador para o que é anterior ao espetáculo e, ao mesmo tempo, o constitui.

Trata-se daquele território permeável as relações entre erros e acertos, entre o circo imaginado pelas pessoas e o circo real feito por pessoas, e construído pela via do constante aprendizado com base em esforços contínuos. O circo, assim, se revela portador de possibilidades humanas. Por extensão, tal como um espelhamento da sociedade, ali se manifestam as diferenças e as diversidades remetendo a importância do teor inclusivo como uma premissa para a construção de um projeto pleno em sua autonomia. É sob essa perspectiva que o Sesc realiza a segunda edição do Circos – Festival Internacional Sesc de Circo, tendo em vista a importância da difusão e da produção nacional e internacional, a construção de um pensamento e dos processos de reflexão e aprendizagem próprios ao circo.

Dessa forma, a instituição reitera seu compromisso com a difusão da arte, ao ampliar a compreensão acerca das expressões e dos fazeres circenses. Em relação ao público, assim como a experiência de Fellini, busca-se compartilhar as imponderáveis conexões do circo com o mundo.

Que este catálogo sirva de inspiração para rememorar e inspirar futuras aproximações!

Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do Sesc SP

 

“When show time came, and the horns, lights, applause, drums, the shrill screams of clowns, their gangling and buffoon irrationality exploded before the show, it was as if I were desired, as if they were expecting me… I returned to the circus every day, for the whole period when it was set near my home, watching rehearsals and shows.”

Fellini
Interview on Cinema. Grazzini.
Civilização Brasileira, 1983

Circus art contains one of the several possibilities for mankind expression in society and, therefore, to dealing with their subjectivities. However, some elements are peculiar to circus, such as itinerancy.
At the same time, the multi-meaning field that permeates such identification is flexible to several interpretations, because displacement almost always leads, in an ambivalent manner, to a movement between approximation and distancing and, therefore, to the crossing of borders.

In circus, such transience seems to be a constant factor: circus does not settle in physical territories but travels through places of the imaginary which enable the audience to perceive the multiplicity of aspects that constitute the very human nature. Being a rich ground with inventions and surprises that brings closer artists and audiences, there is however something still not actually evident, but that can draw viewer attention for what precedes and simultaneously constitutes the show.

This territory is permeable to relations between right and wrong, between circus imagined by people and the real circus made by people and built by constant learning based on continuous efforts. Therefore, circus is an expression of human possibilities. By extension, as a mirror of society, circus expresses differences and diversities reminding the importance of an inclusive nature as a premise for the construction of a project that is totally autonomous.

It is under that perspective that Sesc is presenting the second edition of Circos – Sesc International Circus Festival, having in mind the importance of national and international circus art dissemination and production, the construction of thinking and reflection as well as learning processes that are characteristic of the circus.

Thus, the institution reaffirms its commitment to disseminate art by expanding the understanding about circus expressions and achievements. In relation to the audience, similarly to Fellini’s experience, one seeks to share the imponderable connections between circus and the world.

May this catalog serve as inspiration to remind and motivate future approximations!

Danilo Santos de Miranda
Regional Director of Sesc SP

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